Em 2020, foi apresentado o Projeto de Lei do Senado 810. Este projeto teria proibido a venda, entrega, troca, fornecimento ou doação de produtos de nicotina líquida aromatizada a qualquer pessoa, entre outras práticas. Os usuários adultos de cigarros eletrônicos puderam respirar aliviados quando o governador Ron DeSantis vetou a legislação, reconhecendo que "cigarros eletrônicos aromatizados são uma alternativa de risco reduzido aos cigarros convencionais" e chegando a afirmar que essa "legislação quase certamente levaria mais pessoas a voltarem a fumar cigarros convencionais" ou, pior, "impulsionaria outras a um perigoso mercado negro".“
O que aconteceu desde então é monumental. Não só o uso de cigarros eletrônicos entre os jovens diminuiu, como também o uso de cigarros convencionais entre eles. De acordo com dados de Pesquisa sobre o uso de tabaco entre jovens na Flórida, Em 2021, apenas 12,61% dos estudantes do ensino médio da Flórida relataram já ter usado cigarros convencionais e apenas 32,21% haviam experimentado cigarros eletrônicos. Entre os estudantes do ensino fundamental, 7,21% haviam experimentado cigarros convencionais e 16,21% haviam experimentado cigarros eletrônicos.
Resultados semelhantes continuam a comprovar que proibir alternativas e sabores mais seguros não ajuda a conter o consumo entre os jovens. Outros estados, como... Colorado e Arizona Também estão se observando declínios, com o Arizona apresentando as taxas de consumo de tabaco e cigarros eletrônicos entre jovens nos níveis mais baixos já registrados.
À medida que continuamos a observar dados que apoiam a ideia de regulamentação inteligente e de proteção da redução de danos como um caminho para nos afastarmos dos cigarros, por que os representantes estaduais continuam tentando impor proibições de sabores?
A proibição não funciona; mercados negros não regulamentados irão proliferar, aproveitando-se dos usuários de cigarros eletrônicos que buscam alternativas quando suas lojas de vape fecham as portas. Ou pior, que voltam a fumar cigarros convencionais.
As proibições confundem o público sobre o espectro de danos causados por esses produtos e muitos desconhecem os benefícios da troca.
A proibição de cigarros eletrônicos apenas protege os vendedores ilegais de impostos, regulamentação e controle de qualidade. Se os legisladores estaduais realmente querem proteger seus eleitores, seria sensato seguirem o exemplo de estados que estão vendo uma queda no uso entre jovens, como a Flórida.
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