Se aprovadas, as regulamentações propostas pela Espanha sobre produtos de vaporização dificultarão a redução dos danos causados pelo tabaco.
Por Stefanie Rossel
Em meados de maio, uma onda de choque atingiu a indústria de cigarros eletrônicos na Espanha: o governo apresentou um projeto de lei que acabaria com o setor independente de cigarros eletrônicos no país. A proposta prevê a limitação da venda de produtos de vaporização a tabacarias estatais dentro de cinco anos. Lojas especializadas em cigarros eletrônicos só poderão continuar funcionando se se transformarem em tabacarias licenciadas — uma medida que as obrigaria a vender também produtos combustíveis. O projeto de lei também proibiria a venda online de produtos de vaporização.
Em uma conferência recente, Angeles Muntadas-Prim Lafita, presidente da Associação Espanhola de Apoio aos Cigarros Eletrônicos (ANESVAP), explicou que a legislação proposta significa que o governo quer monopolizar o mercado de nicotina. “Um país que é membro do mercado comum europeu quer monopolizar um mercado livre e independente. Isso é como voltar a uma época em que a Espanha nem sequer era uma democracia — ou mesmo à Inquisição Espanhola”, disse ela.
Muntadas-Prim Lafita considerou improvável que os donos de lojas de cigarros eletrônicos vendessem produtos combustíveis. Tabacarias tradicionais, por outro lado, poderiam ou não vender produtos de vaporização sob as regras planejadas. “Isso seria prejudicial para os consumidores, que seriam obrigados a ir a uma tabacaria para comprar seus produtos de vaporização — ou o máximo que conseguissem encontrar, já que caberia ao tabacista decidir o que vender”, disse ela. “Além disso, fumantes que usam cigarros eletrônicos para parar de usar produtos mais nocivos poderiam ser tentados a comprar produtos combustíveis novamente. É como obrigar uma reunião dos Alcoólicos Anônimos a ser realizada em uma loja de bebidas.”
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