A Venezuela proibiu todos os produtos de vaporização. O Ministério do Poder Popular para a Saúde do país emitiu uma resolução esta semana proibindo a fabricação, o armazenamento, a distribuição, a circulação, a comercialização, a importação, a exportação, o uso, o consumo, a publicidade, a promoção e o patrocínio de sistemas eletrônicos de administração de nicotina (ENDS).
Além disso, sistemas eletrônicos de administração de nicotina sem nicotina (ENNS, na sigla em inglês), consumíveis, tanques ou cartuchos, recipientes para recarga de consumíveis e outros acessórios também estão proibidos, de acordo com um comunicado de imprensa enviado por e-mail.
A Venezuela se junta Argentina e Brasil na proibição de produtos de vaporização na América do Sul.
A decisão surge dois meses depois de o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ter pedido à sua equipe médica e científica que considerasse a proibição. Segundo o Ministério da Saúde, “a medida foi tomada em resposta aos alertas emitidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS)”.”
Alberto Gomez, gerente de comunidade para Espanha e América Latina da World Vapers' Alliance, afirmou que a proibição de produtos de baixo risco na Venezuela representa um retrocesso para a saúde pública.
“Milhares de venezuelanos já haviam abandonado o tabaco tradicional graças ao vaping e conseguiram melhorar sua saúde”, disse ele. “Agora, eles terão dificuldade em acessar os produtos, e será mais difícil para outros fumantes migrarem para alternativas menos nocivas. A Venezuela deveria seguir o exemplo de países como a Suécia ou o Reino Unido, que estão a caminho de erradicar o tabagismo, e não a abordagem tendenciosa e paternalista da OMS.”
Leia o texto completo aqui.